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Marca para Indústria

Em maio de 2006, a Monolito foi incumbida de encontrar rapidamente um nome para uma fábrica de papelão e, principalmente, cartões reciclados especiais. O trabalho de naming seria o primeiro passo de uma série de definições necessárias para que a empresa entrasse em atividade, como o Projeto de Identidade Visual (que compreenderia logo, manual de uso da marca e papelaria) e website.

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Festival Noblita

Para fixar a marca criada para os produtos da Recanto do Sorvete e posteriormente se tornar o nome da sorveteria (em campanha descrita aqui) a acadêmica Agência Usina planejou e a Agência Monolito adaptou e aplicou o Festival Noblita, um festival de sorvetes pioneiro e delicioso!

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Campanha Noblita

Em 2005, a acadêmica Agência Usina, composta por alunos da Unimep, dentre eles, Guilherme e Priscila Zandoná, diretores da Monolito, desenvolveu um plano de marketing para a empresa Recanto do Sorvete. No início de 2006 a agência Monolito foi fundada e iniciou a execução do projeto.

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Inspiração #1: As desire lines nas empresas.

(Conteúdo retirado do Newsletter Inspiração #1, março/2011.)

 

As desire lines nas empresas.

"É pelas desire lines corporativas que circulam as informações mais ricas e por onde de fato acontecem os projetos..."

noticia-1A melhor forma de estabelecer uma nova cultura em uma empresa é respeitar as desire lines criadas pelas pessoas. Pra quem não sabe, as desire lines são os caminhos alternativos que as pessoas fazem em parques e praças, buscando atalhos ou simplesmente uma caminhada mais agradável que não havia sido detectada pela pessoa que projetou a calçada. Em toda empresa existem desire lines. Às vezes são caminhos improdutivos mas na maior parte dos casos são atalhos inteligentíssimos ou então vias muito mais interessantes do que aquelas que estão pavimentadas. É pelas desire lines corporativas que circulam as informações mais ricas e por onde de fato acontecem os projetos. É por onde você anda de pé no chão ou enlameando os tênis, sem tantos pudores. As desire lines corporativas não invalidam a necessidade de calçadas. Essa coisa de “ame o caos” é muito bonita em palestra de gringo mas extremamente estressante e contraproducente se mal aplicada em uma estrutura mais formal.

 

n112Não é possível, por exemplo, uma indústria de maior porte querer se comportar como um escritório de consultoria (que pode ter práticas mais livres e foco maior em criatividade). É uma idéia absurda e muito frustrante pra todo mundo, embora bastante popular. Quem quer trabalhar (ou liderar) um escritório com tal liberdade, deveria urgente tentar montar um em vez de tentar implantar uma cultura dessas dentro de uma estrutura que não está preparada para tanto. O ideal é manter as calçadas e usá-las, mas sem desprezar ou matar o espaço das desire lines. Isso é muito mais fácil falar do que fazer porque as desire lines tem uma natureza anárquica, colaborativa e anti-institucional. Elas são móveis, surgem e se desfazem ao longo dos meses. Algumas que eram muito úteis podem se tornar um estorvo depois de alguns meses, como uma trilha que fica TÃO enlameada que é impossível passar por ela. Mas, diferentes das calçadas erradas, as desire lines erradas morrem por si só porque não precisam ser quebradas a martelo. É só parar de passar por ali e deixar a natureza fazer seu trabalho.

(adaptado do texto de Gustavo Mini - "Parques Pessoais")

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